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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

0 NASA quer colocar mais verde nos céus

O Ike tem o visual mais impressionante entre os competidores.[Imagem: IKE]
Avião mais verde


A NASA está promovendo uma competição para testar conceitos inovadores para a propulsão de aviões.

Durante a próxima semana serão testados aviões com motores a combustão alimentados por biocombustível, aviões elétricos e aviões com motorização híbrida.

O objetivo é alcançar a maior eficiência energética possível, voando o máximo de distância e tempo com o mínimo de combustível.

O prêmio para o vencedor é entusiasmador: US$1,65 milhão, o maior prêmio já oferecido na aviação.

O avião elétrico E-Genius esconde toda a sua lista de inovações por trás de uma aparência de planador. [Imagem: E-Genius]
Eficiência aérea


Serão duas competições, uma de velocidade e outra de eficiência no consumo de combustível.

Para vencer a competição de economia de combustível, o avião terá que voar 200 milhas (360 quilômetros) em menos de 2 horas, consumindo menos de 1 galão (3,785 litros) de combustível por ocupante - ou uma quantidade equivalente de eletricidade.

Isso representa uma capacidade de transportar 200 passageiros por milha (1,6 km) por galão de combustível.

Aviões de pequeno e médio porte alcançam alguma coisa entre 5 e 50, enquanto os grandes aviões de passageiros costumam carregar entre 50 e 100 passageiros por milha por galão de combustível.

Se mais de competidor alcançar o objetivo, vencerá aquele que apresentar a melhor combinação de velocidade e eficiência.

O Eco-Eagle é outro que tentará abocanhar o maior prêmio da história da aviação. [Imagem: Eco-Eagle Team]
Tecnologias para aviação


Mas não é tão fácil ganhar mais de um milhão e meio de dólares.


Para colocar a mão no dinheiro, os competidores terão ainda que voar a uma velocidade de 160 km/h, decolar em menos de 600 metros, passando sobre um obstáculo de 15 metros de altura e fazer um ruído máximo de 78 dBA na potência total de decolagem.

Segundo a NASA, a competição está fomentando tecnologias e inovações nas áreas de baterias, motores, células solares, células a combustível, ultracapacitores, novos materiais compósitos, novas tecnologias de sustentação e novos sistemas de segurança para pequenos aviões, incluindo pára-quedas e air bags.

Via iT
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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

0 Metais mais raros da Terra entram para "lista de risco"

O quadro indica o número de elementos no grupo de risco de cada país.[Imagem: BGS/NERC]

Elementos de risco


O Serviço Geológico Britânico divulgou uma lista de "elementos ameaçados de fornecimento".

Não é uma lista de elementos raros ou "ameaçados de esgotamento", mas daqueles elementos mais importantes economicamente com risco de sofrerem quebra na cadeia de fornecimento global.

"A lista dá uma indicação do risco relativo para o fornecimento dos elementos químicos ou grupos de elementos que precisamos para manter nossa economia e nosso estilo de vida," afirma o órgão britânico, em tom pouco diplomático.

A posição de cada elemento na lista é determinada por fatores que podem impactar sua oferta, incluindo a abundância de cada elemento na crosta terrestre, a localização da produção e das reservas atuais, e a estabilidade política desses locais.

Minerais tecnológicos

Os dados destacam a importância da China na mineração mundial, sobretudo nesta área dos chamados "minerais tecnológicos.

O Brasil está presente entre os elementos com sinal vermelho, graças ao nióbio - o país fornece quase a totalidade do nióbio do mundo, um elemento importante na indústria do aço, eletrônica, supercondutores e até dos experimentos com a fusão nuclear.

A lista é encabeçada por minerais como as terras raras, grupo da platina, o nióbio e o tungstênio.

Segundo os organizadores da lista, não há nenhum risco de esgotamento das reservas de nenhum dos minerais listados, sendo que os maiores riscos ao fornecimento são "fatores de risco humanos" - geopolítica e nacionalismo - e acidentes.



[Imagem: BGS ]

Via iT
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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

0 No Ártico, camada de gelo baixa ao menor nível da história


Com base em imagens de satélites, três institutos diferentes confirmaram uma tendência que vem sendo mantida há 5 anos. Os estudos mostram que se a redução do gelo no Ártico continuar neste ritmo é possível que na próxima década o gelo não seja mais observado naquela região.

De acordo com cientistas da Universidade de Bremen, na Alemanha, medições feitas em setembro mostraram que a diminuição do gelo boreal deste ano (2011) bateu o recorde histórico medido em 2007. A afirmação é corroborada pela Agência Espacial Europeia, ESA, que informou que desde que começaram as medições por satélite na década de 1970, esta é a menor extensão de gelo observada nos últimos cinco anos.


Segundo Centro Nacional de Dados de Neve e Gelo dos EUA, NSIDC, este ano não deve bater o recorde, mas deve permanecer em segundo lugar, em uma espécie de empate técnico com o ano de 2007.

No entender dos climatologistas, a ausência de gelo no verão no Ártico pode afetar todo o clima do planeta. Segundo os meteorologistas, os recentes invernos rigorosos observados na Europa e na América do Norte já são um sinal dessas mudanças, pois o oceano mais quente e aberto no Ártico desvia os ventos polares para o sul.


Para o pesquisador Georg Heygsterall, da Universidade de Bremen, mais preocupante que o recorde de degelo é a tendência observada, já que todos os verões boreais desde 2007 tiveram degelos maiores do que antes daquele ano.


Os dados utilizados pela Universidade de Bremen e pela ESA diferem daqueles usados pelo NSIDC, dos EUA. Apesar de ambos usarem imagens de satélites para quantificar a perda do gelo, as observações europeias permitem maior resolução da região, de 6 km por pixel contra 25 km por pixel.

Maior que o previsto

Baseados nos dados coletados nos últimos anos, os cientistas envolvidos no trabalho de mensurar a perda de gelo do ártico são unânimes e afirmam que o gelo marinho no verão está desaparecendo em um ritmo maior do que se previa.

"Um verão sem gelo no Ártico está rapidamente a caminho. A maioria dos dados mostra que os modelos estão subestimando o ritmo da perda de gelo", disse Kim Holmen, diretor-chefe do Instituto Polar da Noruega. "Estamos testemunhando uma mudança mais rápida do que os modelos sugeriram, o que pode significar que existem outros processos que ainda estamos por compreender".


A afirmação de Holmen é uma alusão aos relatórios divulgados há 4 anos pelo IPCC, Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas, que previam que os níveis de degelo agora observados só deveriam ocorrer daqui a três décadas. No relatório, o IPCC previu que o Ártico ficaria sem o gelo no verão somente no final deste século, mas isso pode acontecer já em 2013. Outros pesquisadores são mais conservadores e acreditam que isso deverá ocorrer entre 2020 e 2050.


No início do ano, a Organização Meteorológica Mundial declarou que o ano de 2010 empatou com 1998 e 2005 como os mais quentes desde que se iniciaram o início dos registros, há quase 150 anos.

Via Apolo11
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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

0 Descoberta de brasileiros pode ajudar a reciclar CO2

Pesquisadores da Unesp de Presidente Prudente descobriram molécula capaz de capturar o gás atmosférico e convertê-lo em compostos que poderão ser utilizados no futuro por indústrias químicas.[Imagem: González et al.]

CO2 no lugar certo


A contribuição do excesso de emissão de dióxido de carbono (CO2) para as mudanças climáticas globais tem levado a comunidade científica a buscar formas mais eficientes para estocar e diminuir o lançamento do composto para a atmosfera.

Um novo estudo brasileiro abre o caminho para o desenvolvimento de tecnologias que possibilitem capturar quimicamente o CO2 da atmosfera e convertê-lo em produtos que possam ser utilizados pela indústria química.

O trabalho dos pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Presidente Prudente, poderá substituir reagentes altamente tóxicos, utilizados para fabricação de compostos orgânicos usados como pesticidas e fármacos, por "derivados" do dióxido de carbono capturado na atmosfera.

Molécula DBN

O elemento essencial da descoberta está em uma molécula, denominada DBN, uma base orgânica nitrogenada cuja fórmula química é C7H12N2.

Os pesquisadores brasileiros demonstraram que a DBN é capaz de capturar o dióxido de carbono, formando compostos (carbamatos).

Posteriormente, ela pode liberar o CO2 seletivamente a temperaturas moderadas.

Dessa forma, a molécula poderá ser utilizada como modelo para pesquisas sobre a captura seletiva de dióxido de carbono de diversas misturas de gases.

"Essa descoberta abre perspectivas sobre como poderemos fazer com que o composto resultante da ligação da DBN com o dióxido de carbono se forme em maior quantidade. Para isso, temos que estudar possíveis modificações em moléculas que apresentem semelhanças estruturais e funcionais com a DBN para que o composto seja mais eficiente," disse Eduardo René Pérez González, principal autor do estudo.

Tratamento de doenças

De acordo com o professor da Unesp, já se sabia que a DBN é capaz de capturar dióxido de carbono na presença de água.

Por esse processo, a molécula retira um hidrogênio da água, ganha uma carga positiva (próton) e gera íons hidroxílicos (negativos) que atacam o dióxido de carbono, formando bicarbonatos.

Até então, entretanto, não se tinha demonstrado que o composto também é capaz de capturar CO2, formando carbamato, por meio de uma ligação nitrogênio-carbono tipo uretano, que tem relação direta com um processo biológico em que 10% do dióxido de carbono do organismo humano é transportado por moléculas nitrogenadas.

Em função disso, o processo também poderia ser utilizado para o tratamento de determinadas doenças relacionadas com a quantidade de CO2 e seu transporte no organismo.

"Essa descoberta nos leva a pensar que também poderíamos utilizar esse trabalho para fins bioquímicos, tentando, por exemplo, melhorar esse processo para tratamento de doenças relacionadas à concentração de dióxido de carbono nas células e alguns tecidos, como o pulmonar", disse González.

Uso industrial do CO2

Já na área industrial, os carbamatos - como, por exemplo, poliuretanas - derivados da captura de dióxido de carbono pela molécula DBN poderiam substituir tecnologias que utilizam reagentes altamente tóxicos, como o fosgênio, para preparação de compostos orgânicos usados como pesticidas e fármacos e em outras aplicações industriais.

"A possibilidade de se utilizar o dióxido de carbono para construir ou sintetizar moléculas que contêm o agrupamento carbonílico, sem a necessidade de se usar fosgênio ou isocianatos, representaria uma grande vantagem", disse o pesquisador.

Via iT
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domingo, 4 de setembro de 2011

0 Cientistas criam chuva usando raios laser


O experimento usou um laser pulsado instalado dentro de um contêiner. [Imagem: Teramobile]
 Uma equipe de cientistas de cinco instituições europeias demonstrou que é possível induzir chuvas usando um raio laser de grande potência.


O experimento foi feito pelo Projeto Teramobile, que vem estudando há vários anos a interação da luz com a atmosfera, sobretudo para estudos de poluentes atmosféricos e descarga guiada de raios.

Esta é a primeira vez que o grupo divulga uma pesquisa voltada para a geração de chuva.

Filamento de laser

Segundo o experimento, o laser induz a formação de microgotículas quando a umidade relativa do ar está acima de 70%.

O chamado "filamento de laser" - um feixe sustentado de luz de 100 micrômetros de diâmetro e até centenas de metros de comprimento - induz a condensação da água e a formação rápida de gotículas medindo vários micrômetros de diâmetro, o suficiente para causar a chuva.

Segundo os cientistas, o fenômeno é explicado pelo efeito fotoquímico gerado pela interação do laser com o ácido nítrico (HNO3), gerando uma condensação HNO3-H2O ao redor do filamento de laser.

O experimento usou um laser pulsado instalado dentro de um contêiner, o que permite as pesquisas de campo. O laser gerou 10 filamentos com extensões entre 15 e 20 metros.


O experimento usou uma câmara semi-aberta para melhor controle das condições. [Imagem: Henin et al./Nature]
Formação de gotículas

Os resultados mostraram um significativo aumento do número de gotículas e de suas dimensões - até 1.000 vezes maiores - em relação às condições normais, sem o laser.

"Os filamentos de laser aumentam drasticamente a densidade numérica de partículas com diâmetros de 25 nanômetros e seu crescimento, em poucos segundos, até atingir dimensões micrométricas estáveis," dizem os pesquisadores

As partículas maiores tiveram um "tempo de vida" de até 20 minutos.

Contudo, ainda não está claro se o experimento terá efeitos práticos. As medições foram feitas a 2 centímetros dos filamentos de laser dentro de uma câmara protegida do vento. O maior risco é que as microgotículas re-evaporem se as condições não foram adequadas.

Via iT
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terça-feira, 7 de junho de 2011

0 Primeiro túnel solar para ajudar trens de alta velocidade acabou de ser inaugurado na Europa


Este túnel de 3,2km com energia solar acabou de ser ligado hoje. Ele faz parte da linha de Paris para Amsterdã e é o primeiro na Europa, prometendo economizar muita da energia que seria desperdiçada durante a viagem.


Paris e Amsterdã obviamente não ficam a apenas 3,2km de distância, mas este túnel tem um conjunto de 16.000 paineis solares que poderia fornecer 50% da energia total usada na estação de Antuérpia, na Bélgica, da qual saiu o primeiro trem a passar pelo túnel.


O túnel foi construído na área originalmente porque o trem passa por uma floresta antiga, onde árvores poderiam cair em cima do trem. Em vez de derrubar árvores, foi construído o túnel: assim se elas caírem, será em cima do túnel, longe dos trens que passam dentro dele. Aí eles resolveram usar o túnel para gerar energia solar também. É uma boa ideia para reduzir (ou compensar) emissões de carbono: adaptando estruturas já existentes, em vez de apenas criar novas.

Via Guardian e Treehugger
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quarta-feira, 1 de junho de 2011

0 NASA apresenta mapa do carbono armazenado nas florestas tropicais

De forma nada surpreendente, a maior parte do carbono está armazenado na Floresta Amazônica, que se estende por vários países da América Latina. O mapa cobre apenas as florestas tropicais. [Imagem: NASA/JPL-Caltech/UCLA/]
Mapa-múndi do carbono

Uma equipe de pesquisadores coordenados pela NASA usou dados de vários satélites para criar uma espécie de mapa-múndi do carbono.


O objetivo é criar uma base de dados para o monitoramento de carbono - sobretudo, para o gerenciamento do dióxido de carbono em escala planetária.

O mapa, contudo, é bem dirigido: ele retrata os dados de 75 países tropicais e suas florestas.

De forma nada surpreendente, a maior parte do carbono, segundo a pesquisa, está armazenado na Floresta Amazônica, que se estende por vários países da América Latina.

Monitoramento do carbono

Apesar dos extensos esforços para controle das emissões de gases de efeito estufa pelos países, em diversos acordos e tratados internacionais, ainda não há uma base científica para monitorar essas emissões.

"Este é um mapa de referência, que poderá ser usado como uma base de comparação no futuro, quando a cobertura florestal e seu estoque de carbono variarem," propõe Sassan Saatchi, do Laboratório de Propulsão a Jato, da NASA, líder da pesquisa. "O mapa mostra não apenas a quantidade de carbono armazenado na floresta, mas também a precisão da estimativa."


Estima-se que o desmatamento e a degradação florestal contribuam com algo entre 15 e 20 por cento das emissões globais de carbono.

As florestas tropicais armazenam grandes quantidades de carbono na madeira e nas raízes de suas árvores. Quando as árvores são cortadas e se decompõem ou são queimados, o carbono é liberado para a atmosfera.

No ciclo de vida da floresta, contudo, ainda há controvérsias sobre os volumes da absorção e das emissões.

Mapeamento do carbono nas florestas

Depois do fracasso no lançamento de dois satélites artificiais voltados para o monitoramento do ciclo do carbono na Terra, os pesquisadores resolveram usar o chamado satélite do gelo, o ICESat, o mesmo que já havia servido para construir o mapa-múndi da altura das florestas.


Com a ajuda de dados de campo, amostrados diretamente no solo, eles calcularam a quantidade de biomassa acima do solo e, assim, a quantidade de carbono contido.

A equipe então extrapolou esses dados para a toda a variedade de terrenos e relevos ao redor do globo.

O mapa revela que, no início dos anos 2000, as florestas nos 75 países tropicais estudados continham 247 bilhões de toneladas de carbono - para comparação, são liberados anualmente para a atmosfera cerca de 10 bilhões de toneladas de carbono pela queima de combustíveis fósseis e pela agricultura.

Segundo o mapa, as florestas da América Latina contêm 49 por cento do carbono de todas as florestas tropicais do mundo. Por exemplo, o estoque de carbono do Brasil sozinho, com 61 bilhões de toneladas, é quase igual a todo o estoque de carbono na África Subsaariana, de 62 bilhões de toneladas.

Mercado de carbono

Esses números sobre o carbono, juntamente com informações sobre a incerteza das medições, são importantes para os países que pretendem participar do Programa REDD+ (Reducing Emissions from Deforestation and Degradation - Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação).


O REDD+ é um esforço internacional para criar um valor financeiro para o carbono armazenado nas florestas. Ele oferece incentivos para os países preservarem suas florestas, reduzindo as emissões de carbono e investindo em rotas de desenvolvimento de baixa emissão de carbono.

Via iT
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domingo, 15 de maio de 2011

0 Esgoto paulistano: dos prédios de luxo direto para o rio Pinheiros


Uma matéria desta semana da Folha mostra um pouco da absurdo que vivemos hoje: alguns prédios de luxo na região do Panamby, em São Paulo, que dividem espaço com o belo parque Burle Marx, contam com lagos cheios de carpas e — aposto — um espaço gourmet de primeira linha, estão despejando todo seu esgoto direto no rio Pinheiros.


A relação esquizofrênica entre a especulação imobiliária dos novos bairros nobres paulistanos e a proteção ambiental fica escancarada no caso. Apesar de despejar todos os detritos no rio, os prédios da região tem encanamento e rede coletora de esgoto, mas falta tubulação para levar o lixo para um mísero centro de tratamento. Para completar, a Sabesp já tem um plano de reforma desde a década de 90, mas só deve começar as obras no próximo semestre.

Ainda segundo a Folha, a região do Morumbi, que também tem contato direto com o rio Pinheiros — além da fama de nobre e emergente — tem pelo menos 571 conexões irregulares de esgoto que desembocam todo o lixo no rio. Mas diferente do caso do Panamby, onde é preciso uma obra pública, esses pontos requerem obras particulares de prédios e outros estabelecimentos. Talvez a solução seja entupir os canos e deixar o esgoto nos prédios — quando o cheiro dominar a piscina olímpica de 30 e tantas raias, os condôminos deverão fazer um abaixo-assinado e uma passeata.

Via Folha
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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

0 Terranautas exploram caverna de cristais a 300 metros de profundidade

Existem alguns lugares na Terra que apresentam características tão severas que sua exploração exige cuidados tão grandes quanto os passeios espaciais. Alguns locais são tão profundos que a sensação térmica ultrapassa 100 graus Celsius e para atingi-los é necessário descer a mais de 300 metros abaixo da terra. Um desses locais são as Cavernas dos Cristais Gigantes, exploradas apenas pelos terranautas.


As Cavernas se localizam próximo à cidade de Naica, no México e foram descobertas acidentalmente no ano 2000 por mineradores que trabalhavam na extração de prata da região. Em seu interior se encontram os maiores blocos de cristais existentes no mundo, alguns com mais de 11 metros de comprimento e 55 toneladas de peso.

As Cavernas se encontram a mais de 300 metros de profundidade e para chegar até lá são necessários uniformes especiais, capazes de suportar o intenso calor. Ali, a temperatura do ar é maior que 55 graus Celsius e a umidade ultrapassa 90%, fazendo a sensação térmica ultrapassar a temperatura da água em ebulição. As Cavernas dos Cristais Gigantes são um dos locais mais extremos do planeta.

Magma

O intenso calor no interior da caverna é produzido pela proximidade de uma câmara de magma incandescente localizada alguns quilômetros abaixo do local. Entrar ali sem uma proteção especial pode ser fatal em menos de 15 minutos, o que torna obrigatório o uso de trajes similares aos usados pelos astronautas. Mesmo com a proteção térmica, o terranautas - como são chamados os exploradores - só podem permanecer no interior da caverna por no máximo 45 minutos.


"Não estamos no espaço exterior, mas no espaço interior", disse o explorador George Kourounis, que participou da expedição às Cavernas dos Cristais Gigantes entre 3 e 6 de setembro de 2009.

Exploradores

Kourounis é um dos mais ativos exploradores científicos do mundo e seus trabalhos são amplamente veiculados em canais especializados como Discovery Channel, National Geographic, BBC, entre outros. O explorador também conhecido como "Caçador de Tempestades", por organizar expedições em busca de tornados.


"Para sobreviver nas cavernas tivemos que levar equipamento extra de refrigeração dentro de uma mochila", disse Kourounis. "Até os equipamentos eletrônicos precisaram ser aclimatados para funcionarem adequadamente. É um lugar realmente extremo, mas a beleza é incomparável", disse o explorador.

Cristais

Os cristais do interior das cavernas são formados de selenita, uma espécie de gesso cristalizado amplamente usado na fabricação do vidro ou como aditivo para solos pobres. Algumas peças cresceram ali durante meio milhão de anos, em uma solução de água quente saturada de minerais e durante todo esse tempo a temperatura da água permaneceu praticamente constante, aquecida pela câmara vulcânica abaixo das cavernas.


 
Via Apolo11
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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

0 Raios de luz revelam se indústria está poluindo demais

A técnica do Lidar (sigla para o termo em inglês Light Aetection And Ranging) é similar à do radar, operando com luz em vez de ondas de rádio. [Imagem: Ag.USP]

Um equipamento portátil posicionado no solo e que emite pulsos de luz pode revolucionar o controle dos poluentes emitidos pelas chaminés das indústrias.


É em um equipamento assim que os pesquisadores do Projeto Lidar, do Centro de Capacitação e Pesquisa em Meio Ambiente (Cepema) da USP, estão trabalhando.

LIDAR

A técnica do Lidar (sigla para o termo em inglês Light Detection And Ranging) é similar à do radar. O radar baseia-se na emissão de ondas de rádio e detecção das ondas que retornam de um objeto. Dependendo do comprimento e da intensidade das ondas refletidas - e recebidas por um sensor -, pode-se calcular a distância de um objeto, seu tamanho, velocidade, entre outras variáveis.


No Lidar, é feito um processo semelhante, mas com a emissão de pulsos de luz por um laser. Até então, essa técnica, criada há décadas, só era usada para mapear o ar da atmosfera, incluindo o monitoramento das mudanças climáticas, analisando a concentração de compostos gasosos e partículas.

O projeto do Cepema inaugura um novo uso para o Lidar - o sensoriamento remoto a laser - que pode tornar mais fácil e barato o monitoramento das emissões em processos industriais.

Sensores para medir poluição

Hoje, as indústrias usam sensores caros e específicos para medir a composição dos gases liberados pelas chaminés. Como, muitas vezes, os gases são quentes e as chaminés são altas e de difícil acesso, a instalação e manutenção desses medidores é complicada e onerosa.


Com o Lidar não é necessário subir até o topo da chaminé nem fazer a calibração do equipamento, uma vez que ele é instalado em locais de fácil acesso e direcionado ao ponto almejado, o que possibilita o monitoramento a distância.

Mesmo em um ambiente úmido e com névoa, como é a região de Cubatão (SP), onde o Lidar está sendo testado, o equipamento consegue obter resultados em tempo real a distâncias de cerca de 500 metros ou mais.

Monitoramento de gases

A pesquisa do Cepema desenvolve métodos de análises específicos e confiáveis para monitorar gases como CO (monóxido de carbono), hidrocarbonetos, SO2 (dióxido de enxofre) e NOx (óxidos de nitrogênio), além de partículas poluentes. A próxima etapa do estudo visa aplicar a técnica para medir a distribuição de tamanhos do material particulado expelido pelas chaminés.


De acordo com o professor Roberto Guardani, responsável pela pesquisa, a técnica poderá ser usada tanto pelos órgãos fiscalizadores quanto pelas próprias indústrias.

"A indústria pode usar como instrumento de controle de processo", afirma. Ele explica que "todo processo industrial possui parâmetros técnicos que permitem prever a taxa de emissão de poluentes". Por isso, os engenheiros especializados sabem a quantidade regular de componentes emitidos em cada etapa de produção.

Com o uso do Lidar, será possível detectar e corrigir falhas operacionais antes que isso cause prejuízos ambientais e financeiros. Os pesquisadores pretendem quantificar o que sai das chaminés para que, daqui a algum tempo, o controle de qualidade do ar e da produção sejam mais ágeis. Isso deverá causar menos gastos para a indústria e menos poluição à atmosfera.

Como o LIDAR funciona

Uma fonte de laser emite um raio de luz pulsado, dirigido para o ambiente que se deseja estudar. O feixe de luz refletido tem características diferentes para cada tipo de partícula ou molécula.


A partir da detecção e da análise desse feixe refletido é possível identificar os compostos e calcular sua concentração.

As primeiras medições aconteceram entre outubro e dezembro. A cada dois ou três meses, o grupo pretende fazer novos experimentos e ajustes aos programas de leitura dos raios refletidos. Os pesquisadores estão trabalhando com os resultados dessa primeira medição para aperfeiçoar as leituras seguintes.

O Projeto Lidar é interdisciplinar, integrando químicos, engenheiros químicos, físicos e meteorologistas, envolvendo, além da USP, pesquisadores do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Via iT.
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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

0 Esgoto substitui adubo e aumenta produção de madeira de eucaliptos

O lodo de esgoto, em uma dose de 7,7 toneladas por hectare, aumenta em 8% o volume de madeira em uma plantação de eucalipto.[Imagem: Ag.USP]

O lodo de esgoto, em uma dose de 7,7 toneladas por hectare, aumenta em 8% o volume de madeira com casca no cultivo de eucalipto em relação ao uso somente de adubos minerais.


Esse foi um dos principais resultados que a engenheira agrônoma Lúcia Pittol Firme constatou em sua tese de doutorado, que faz parte de um experimento realizado pelo Centro de Energia Nuclear na Agricultura (CENA) da Escola Superior Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba.

Menos adubos por hectare

No tratamento com adubo mineral de modo convencional, com aplicação de 84 quilos (kg) por hectare de fósforo e 142 kg por hectare de nitrogênio, o volume de madeira obtido foi de 150 metros cúbicos (m³) por hectare.


Já com a aplicação de 7,7 toneladas por hectare de lodo e 28 kg por hectare de fósforo, sem adição de nitrogênio, foi estimado um volume de madeira de 162 m³ por hectare.

Além de aumentar a produtividade, a aplicação de lodo nessa dose permite reduzir o uso de adubos de nitrogênio e fosfato em, respectivamente, 100% e 66%.

Minerais nas plantas

Além disso, se observou que, conforme se aumentava a dose de lodo, também crescia a quantidade de minerais, como ferro, cobre, zinco e magnésio. A quantidade desses elementos aumentava tanto no solo como na biomassa total da planta, que é composta por lenha, folha, casco e galho.


Apesar disso, Lúcia afirma que o lodo não possui todos os minerais necessários para a adubação. Por exemplo, no experimento, devido ao baixo teor de potássio no lodo, foi aplicado 175 kg por hectare desse mineral. Em compensação, a pesquisadora diz que o lodo não causou a contaminação do sistema solo-planta.

Adubo de lodo

Com parceria da Suzano Papel e Celulose, empresa de base florestal, o experimento foi conduzido em área comercial da empresa, em Itatinga (SP). Para verificar os efeitos do lodo de esgoto, Lúcia preparou quatro doses diferentes para lodo, quatro para nitrogênio e quatro para fósforo. "Primeiro aplicamos o lodo sozinho. Depois, para cada tratamento foi aplicada uma quantidade de fosfato e nitrogênio", explica Lúcia.


Da combinação das doses de cada um desses componentes do experimento, se obteve 64 tratamentos. Houve ainda uma repetição da aplicação das combinações para verificação dos dados, somando 128 tratamentos.

Feitas as aplicações das doses, após 43 meses do plantio, Lúcia coletou os dados. No final, se chegou à quantidade de 7,7 toneladas por hectare como dose ideal do lodo.

Segundo Lúcia, foi estabelecida essa quantidade não somente pela produtividade, mas também porque é a dose que contém a quantidade limite de nitrogênio (de 142 kg por hectare), de acordo com o critério estabelecido pela resolução 375 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) do Ministério do Meio Ambiente.

Vantagens e desvantagens

Lúcia lista alguns benefícios da aplicação de lodo de esgoto. Ela destaca o aumento na produtividade e diminuição dos custos, visto que a utilização do lodo não é cara e, com ele, se usa menos adubos minerais, que têm um preço elevado.


Porém, dependendo da origem do lodo, ele pode conter metais pesados, resíduos orgânicos tóxicos e outros componentes danosos à produção agrícola e à saúde humana.

No caso do experimento, foi utilizado lodo de esgoto da Estação de Tratamento de Jundiaí (SP). O professor acredita que a utilização do lodo como adubo depende do município de origem e, principalmente, do tratamento que teve: "Com tratamento adequado, (o lodo) poderá ter um aproveitamento na agricultura".

Via iT.
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sábado, 30 de janeiro de 2010

0 Gadget transforma barulho de aeroporto em energia

O designer Hung-Uei Jou criou o "Green Noise", uma luz que se mantém acesa convertendo barulhos irritantes do aeroporto em eletricidade

Toda a energia convertida pelo mecanismo é utilizada para acender as luzes de sinalização das pistas e reduzir a utilização de eletricidade do aeroporto. O gadget também vem com uma base com tripé, que permite carregá-lo facilmente.

O projeto ainda é um protótipo e não está a venda.


Via POP News e Yankodesign.
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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

0 Por dia, mundo perde 150 espécies


Apesar de 2010 ser o Ano Internacional da Biodiversidade, não há muito o que comemorar. Pesquisadores estimam que 150 espécies sejam extintas todos os dias no mundo.

Segundo o secretário da Convenção sobre a Diversidade Biológica da ONU, Oliver Hillel, o lançamento das atividades pelas Nações Unidas ontem (10), em Berlim, na Alemanha, e no Brasil, na última quinta-feira (6), em Curitiba, servem para colocar o tema no foco das discussões.

Ele reforça que, junto com a questão das mudanças climáticas, a perda da biodiversidade é o maior desafio para a humanidade atualmente. Por isso, durante este ano, serão promovidas atividades em todo o mundo para conscientizar a população.

“Estamos perdendo essa biodiversidade a uma taxa mil vezes maior do que a taxa normal na história da terra. Então, de acordo com as previsões dos cientistas, até 2030 poderemos estar com 75% das espécies animais e vegetais ameaçadas de extinção. Hoje esse número é de 36%.”

Hillel faz um alerta sobre a previsão de que 150 espécies sejam extintas todos os dias no mundo. E lembra que, dos objetivos traçados por vários países em 2002, durante lançamento da Convenção da Biodiversidade, poucos foram cumpridos.

“Um dos que foi cumprido e é bom, porque nos encoraja, é a proteção legal em unidades de conservação de 10% dos ecossistemas da terra. O Brasil, por exemplo, é um líder. Estamos hoje com 16% da nossa terra em todas as categorias de proteção, nas três esferas do governo. O mundo inteiro, em termos de ambiente terrestre, está por volta de 12%.”

O Diretor do Departamento de Conservação da Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente, Bráulio Dias, afirma que, no Brasil, um calendário de eventos deverá ser divulgado esta semana pelo ministério para debater o tema. “É importante neste ano ampliar a discussão com a sociedade pra refletir sobre a importância da biodiversidade.”

Via Infoplantão.
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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

0 IPCC divulgou alerta não-científico sobre geleiras do Himalaia


O "comentário especulativo" foi extrapolado pelos autores do relatório do IPCC para incluir todas as geleiras no Himalaia, e não apenas as centrais e orientais.[Imagem: Wikimedia/Amar]

Sem ciência

Não deu tempo para a comunidade científica se refazer do Climagate e nem tampouco para o público se recuperar da estupefação quanto ao fracasso da reunião de Copenhague - já está na imprensa uma espécie de Climagate 2.


Você ouviu falar em algum lugar que o aquecimento global causará o desaparecimento das geleiras do Himalaia até 2035? Então é melhor tentar esquecer isto.

Nesta semana, glaciologistas entraram em clima de guerra com o IPCC - o Painel Intergovernamental de Especialistas sobre Mudanças Climáticas da ONU - pela inclusão, no relatório de 2007 da instituição, de uma declaração sem bases científicas sobre esse eventual derretimento das geleiras do Himalaia.

Dado especulativo

Uma reportagem publicada na revista britânica New Scientist parece ter sido o pivô de toda a desavença. E, se correta, a história é de fato muito problemática para o IPCC.


Em 1999, a New Scientist publicou um comentário do glaciologista indiano Syed Hasnain, que disse em uma entrevista por email que todas as geleiras no Himalaia central e oriental poderiam desaparecer até 2035.

Mas Hasnain, da Universidade Jawaharlal Nehru em Nova Deli, que era então presidente grupo de trabalho sobre glaciologia do Himalaia, nunca repetiu essa previsão em um artigo científico e nem tampouco publicou-a em um periódico revisado por outros cientistas - uma condição essencial para que uma pesquisa seja aceita como "científica."

Comentando novamente o assunto, a pedido da revista, ele agora diz que o comentário foi "especulativo".

Isto torna o artigo da revista - que é uma revista de popularização da ciência e não uma revista científica - a única fonte do argumento sobre o alegado desaparecimento das geleiras do Himalaia.

Mas isso não impediu que ele encontrasse abrigo no relatório de 2007 do IPCC.

Alarmismo

Mas isto não foi tudo. O "comentário especulativo" foi extrapolado pelos autores do relatório do IPCC para incluir todas as geleiras no Himalaia, e não apenas as centrais e orientais.


A inclusão desta declaração não passou em branco entre outros estudiosos do assunto, tendo irritado inúmeros glaciologistas, que consideraram a alegação como injustificada.

Vijay Raina, um dos mais respeitados glaciologistas da Índia, escreveu em um artigo de discussão publicado pelo governo indiano em novembro que não há nenhum sinal de recuo "anormal" nas geleiras do Himalaia. O Ministro do Meio Ambiente da Índia, Jairam Ramesh, acusou o IPCC de ser "alarmista".

Perdendo a compostura

O IPCC se defendeu, alegando que o artigo publicado pelo governo indiano não foi revisado pelos pares. Rajendra Pachauri chamou o texto de "ciência voodoo" e afirmou que "nós temos uma ideia muito clara do que está acontecendo no Himalaia," sem especificar o que estaria então acontecendo ou se existem novas pesquisas endossando a argumento do órgão que ele preside.


Mas o próprio relatório do IPCC cita a fonte da previsão como sendo um documento publicado pela organização ambientalista WWF em 2005. O documento da WWF, por sua vez, cita como fonte o artigo de 1999 da New Scientist, sem nem mesmo endossá-lo. Nada de artigo científico.

Dados especulativos

E o relatório do IPCC vai ainda mais longe, concluindo, sem citar outras evidências, que a previsão do desaparecimento das geleiras do Himalaia em 2035 é "muito provável", um termo que o órgão diz significar uma probabilidade superior a 90 por cento - a conclusão de que o aquecimento global é causado pelo homem recebe a mesma classificação.


Hasnain rejeita totalmente a inclusão do seu comentário como se fosse uma conclusão científica. Ele culpa o IPCC pelo mau uso de um comentário que ele fez para um jornalista. "O número mágico de 2035, não foi mencionado em nenhum artigo científico escrito por mim, já que nenhum jornal revisado pelos pares iria aceitar dados especulativos," disse ele à New Scientist.

"Eu avisei"

Mas os cientistas indianos não estão sozinhos.


George Kaser, cientista do Instituto de Glaciologia de Innsbruck, na Áustria, afirmou ter informado seus colegas do IPCC sobre o erro no fim de 2006. "Foi depois da última revisão, mas antes da publicação, portanto existia a possibilidade de modificar o texto", disse Kaser à Agência France Presse.

"Eu disse a eles", insistiu. "Mas, por motivos que desconheço, ninguém reagiu." O professor Kaser confessou temer que este "caso" afete mais uma vez a credibilidade dos especialistas e dos relatórios do IPCC.

O resultado foi que, no seu quarto relatório, publicado em 2007, o IPCC advertiu que as geleiras da cordilheira do Himalaia estariam derretendo mais rapidamente do que as outras geleiras do mundo, e que "poderiam desaparecer até 2035 ou mesmo antes".

Via iT,
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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

0 Mudança do Clima Justifica Transgênicos?



No último programa da Série "Um Planeta" da BBC traz uma estarrecedora propaganda pró-tansgênico, que em sua última cartada tenta utilizar a mudança do clima (novo termo para aquecimento global) para justificar a importacao e o plantio de tansgênicos.

Usar a maior farsa de todos os tempos para justificar um dos maiores venenos já criados para as pessoas e o meio ambiente, uma piada.

Veja abaixo o resumo do programa, mais abaixo voce pode ouvir o programa por completo.
Os impactos das alterações climáticas já sao visíveis. Padrões climáticos alternados estão afetando a vida de milhões em todo o mundo, especialmente na produção de alimentos.

No "Um Planeta" desta semana, Richard Hollingham discute a forma como a biotecnologia pode nos ajudar a desenvolver novas culturas que podem suportar duras condições de plantio. Ele vai a Bruxelas e discute com algumas das empresas de biotecnologia que querem que a Comissão Europeia relaxe a sua atitude em relação aos trangenicos. Ele também fala com a Comissão Europeia sobre a sua política em matéria de produtos geneticamente modificados.

Culturas geneticamente adaptadas para as mudanças climáticas precisam ser resistentes à seca e pragas e serem capazes de prosperar em solo de baixa qualidade. Eles também precisam proporcionar melhores rendimentos.

Estas culturas são controversos, especialmente na Europa. Historicamente, os legisladores europeus têm tido uma atitude muito cautelosa em relação aos alimentos geneticamente modificados e alimentos para animais. Atualmente a Comissão Europeia permite a importação de algodão geneticamente modificado, milho, colza, soja e beterraba açucareira para o consumo humano e animal. Até agora, a Comissão Europeia emitiu uma licença única para uma variedade de milho geneticamente modificado para ser cultivada na Europa.

Atualmente, existem cerca de cinqüenta produtos trangenicos que aguardam aprovação da Comissão Européia, dos quais dezenove são para o cultivo. As empresas que produzem transgênicos querem que a Comissao Europeia relaxe a sua moratória sobre a aprovação de novos produtos. Além das óbvias oportunidades comerciais, eles argumentam que se a Europa relaxar a sua atitude em relação aos alimentos trangenicos, as nações em desenvolvimento estarao mais propensas a aceitá-los também, e sao as nações em desenvolvimento as mais afetadas pelas alterações climáticas. Nesse sentido, a Europa está se tornando uma batalha crucial enquanto as empresas lutam para conseguir novas culturas autorizadas para cultivo.

Há ainda uma enorme oposição dentro da Europa para as culturas geneticamente modificadas. Mas estariam as alterações climáticas começando a alterar os termos do debate? Se o mundo será capaz de sustentar seus níveis atuais da população num momento em que está se tornando cada vez mais difícil de cultivar culturas tradicionais, chegamos agora ao ponto em que a Europa precisa de tomar uma atitude mais tolerante para o cultivo de culturas geneticamente modificadas?
As empresas de bio-tecnologia elogiam pois agora a europa terá um conselho científico, nos moldes do Brasil por exemplo. Sabemos então já o que esperar, como no Brasil, que o Secretário Executivo do Conselho Nacional de Biossegurança é ninguém menos que o ex-advogado da monsanto, Beto Vasconcelos.

O programa no entanto também mostra opiniões contrárias, de críticos dos tansgênicos. Em uma das entrevistas ele diz como os tansgênicos sãao intressincamente imprevisíveis e por isso se deve ter extrema cautela em sua adoção.

Por outro lado a Presidente da comissão européia insiste que a comissão européia se baseia na ciência. Bem, essa é a mesma desculpa daqueles que defendem o aquecimento global, ops, quer dizer, mudanca climática. Nós sabemos, porém, que esta ciência que tanto alardeiam é falsa, financiada pelas mesmas empresas que tiram gigantescas quantidades de dinheiro.

Um conselheiro científico de uma empresa diz que nao entende porque as pessoas acham que a ciência vindo das empresas tenha menos valor, e que seus standards são os mesmos de qualquer comunidade acadêmica. Provavelmente os mesmos standards das universidades envolvidas no Climategate, Universidade Britânica de East Anglia (Phil Jones) ou a americana Penn State (Michael Mann).

Ouça aqui o programa.

Via BBC e Anovaordemmundial.
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