Às vezes eu escrevo sobre armas high-tech. Há algo de fascinante nos terrores tecnológicos que os homens constróem para matar a si mesmos, então é fácil esquecer das reais consequências desta corrida de loucos. [IMAGENS FORTES A SEGUIR]
Alguns anos depois que os Estadus Unidos soltaram o terror sobre Hiroshima e Nagasaki, a União Soviética testou a sua primeira ogiva nuclear. Eles a chamaram, apropriadamente, de "Primeiro Raio" -- já que foi o primeiro de uma série de 456 testes atômicos que trouxeram o inferno à Terra sessenta anos depois. Para muitos de nós, isso remete a imagens tão terríveis quanto lindas:
Infelizmente, para mais de um milhão de vidas inocentes que vivem próximas ao Polígono de Semipalatinsk -- o campo de testes nucleares soviético, ao norte do Kazaquistão --, remete a isto:



Por três gerações, além das próximas, estes testes significam bebês deformados, envelhecimento precoce e dezenas de outras doenças causadas pela radiação. Os fantasmas das bombas ainda vivem na geografia morta da região, suas presas prontas para sugar sete anos da vida de cada pessoa que viva na região. Esta é a diferença na expectativa de vida em relação ao Kazaquistão.
No entanto, ao ver com os olhos marejados como Mayra Zhumageldina massageia sua filha Zhannoor, ou o esforço de Berik Syzdikov, de 29 anos, para tocar piano mesmo deformado e cego desde o nascimento -- ele foi exposto a uma explosão nuclear ainda na barriga de sua mãe --, eu tento sorrir. Eu tento sorrir e ser ao menos um pouco otimista porque, não importa o quão horríveis algumas pessoas possam ser, o espírito humano sempre parece encontrar uma maneira de sobreviver.








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