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sábado, 6 de fevereiro de 2010

0 A sexta, sétima, oitava e nona curzadas.

A sexta cruzada (1228-1229)


Lançada em 1227 pelo imperador do Sacro Império Frederico II de Hohenstaufen, que tinha sido excomungado pelo Papa, só no ano seguinte esta cruzada ganharia forma. A demora de Frederico, genro de João de Brienne, herdeiro do trono de Jerusalém, em avançar na empresa deve-se à excomunhão por Gregório IX. De fato, ao partir para reclamar os seus direitos sobre Acre, Jerusalém e Chipre, Frederico II recebeu uma missão de paz do sultão do Egito, que retardou o seu avanço.

Finalmente, em 1228, depois de muita hesitação, acabou por partir ao Oriente para se livrar da excomunhão que o papa lhe havia imposto, apesar de ser defensor do diálogo com o Islã, religião que o apaixonava sobremaneira, e preferir conversar em vez de combater. Seu exército, auxiliado pelos cavaleiros teutônicos, foi diminuindo com as deserções, e uma semi-hostilidade das forças cristãs locais devido à sua excomunhão pelo Papa. Aproveitando-se das discórdias entre os muçulmanos, Frederico II conseguiu, por intermédio da diplomacia, um tratado com o Egito de Malik el-Kamil, sobrinho de Saladino, em 1229: Jerusalém ganhava Belém, Nazaré e Sídon, um corredor para o mar, para além de uma trégua de dez anos. Foi coroado rei de Jerusalém. Frederico, atacado pela Igreja, receoso de perder seu trono na Germânia e o trono de Nápoles, regressou à Europa. Retomou relações com Roma em 1230. Mas a derrota dos cristãos em Gaza fê-los perder os Santos Lugares em 1244.

A sétima cruzada (1248-1254)


Findos os dez anos da trégua de 1229 (assinada durante a Sexta Cruzada), uma expedição militar cristã encaminhou-se para a Terra Santa, a fim de reforçar a presença cristã nos lugares santos. Mas, todavia, Jerusalém seria retomada pelos muçulmanos em 1244 e no ano seguinte dava-se o desastre de Gaza. Uma nova empresa militar cruzada dirige-se então contra o Egito, comandada pelo rei da França Luís IX, posteriormente canonizado como São Luís, que expressara ao Papa Inocêncio IV, no Concílio de Lyon, o desejo de apoiar os cristãos do Levante. Aproveitou o monarca francês as perturbações causadas pelos mongóis no Oriente e seguiu para o Egito. Partiu de Aigues-Mortes em 1248, desta feita com um respeitável exército de 35 mil homens. Fez escala em Chipre em Setembro de 1248, atacando depois o Egito. Lá, em junho de 1249, retoma Damieta, que serviria de base de operação para a conquista da Palestina. No ano seguinte, quase conquista o Cairo, só não o conseguindo por causa de uma inundação do Nilo e porque os muçulmanos se apoderaram das provisões alimentares dos cruzados, o que provocou fome e doenças nas hostes de São Luís.


Ao mesmo tempo, Roberto de Artois, irmão do rei, depois de quase vencer em El Mansurá, foi derrotado devido a sua imprudência pelo comandante dos soldados mamelucos, Baibars. Perante este cenário, com seu exército dizimado pela peste, São Luís bateu em retirada. O rei chegou mesmo a ser feito refém, sendo posteriormente libertado após o pagamento de um avultado resgate (800 mil peças de ouro) e restituição de Damieta, em 1250. Só a resistência da rainha francesa em Damieta, permitira que se conseguisse negociar com os egípcios.

Livre do cativeiro, Luís IX seguiu para a Palestina em companhia de seu irmão Carlos D'Anjou. Permaneceu quatro anos na Terra Santa. Só abandonaria a Palestina em 1254, depois de conseguir recuperar todos os prisioneiros cristãos e de ter concluído um esforço de fortificação das cidades francas do Levante (indiretamente, as invasões mongóis deram a sua contribuição). Quando voltou recebeu a notícia do falecimento da regente, sua mãe, Branca de Castela.

A oitava cruzada (1267/1270)


Entre 1265 e 1268, os egípcios mamelucos, sob a liderança do sultão Baibars, conquistaram uma série de territórios cristãos no litoral da Palestina e do Líbano, como Haifa ou Antioquia, para além da Galiléia e da Armênia. O rei francês Luís IX (São Luís), retomou então o espírito das cruzadas e lançou novo empreendimento armado, a Oitava Cruzada , em 1270, embora sem grande percussão na Europa. Os objetivos eram agora diferentes dos projetos anteriores: geograficamente, o teatro de operações não era o Levante mas antes Tunis, e o propósito, mais que militar, era a conversão do emir da mesma cidade norte-africana.

Luís IX partiu inicialmente para o Egito, que estava sendo devastado pelo sultão Baibars. Dirigiu-se depois para Túnis, na esperança de converter o emir da cidade e o sultão ao Cristianismo. O sultão Maomé recebeu-o de armas nas mãos. A expedição de São Luís redundou como quase todas as outras expedições, numa tragédia. Não chegaram sequer a ter oportunidade de combater: mal desembarcaram as forças francesas em Túnis, logo foram acometidas por uma peste que assolava a região, ceifando inúmeras vidas entre os cristãos, nomeadamente São Luís e um dos seus filhos.

O filho do rei, Filipe, o Audaz, firmou um tratado de paz com o sultão e voltou à Europa.

A nona cruzada

 Príncipe Eduardo I

A Nona Cruzada é, muitas vezes, considerada como parte da Oitava Cruzada. Alguns meses depois da Oitava Cruzada, o príncipe Eduardo da Inglaterra, depois Eduardo I, comandou os seus seguidores até Acre embora sem resultados.

Em 1268 Baybars, sultão mameluco de Egito, reduziu o Reino de Jerusalém, o mais importante Estado cristão estabelecido pelos cruzados, a uma pequena faixa de terra entre Sidon e Acre. A paz era mantida pelos esforços do rei Eduardo I, apoiado pelo Papa Nicolau IV.

O equilíbrio que mantinha a região sob controle era frágil. Esse equilíbrio foi pelos ares quando um grupo de soldados italianos católicos degolaram os islâmicos e eliminaram na mesma leva outro tanto de sírios cristãos. Quando a história da matança chegou aos ouvidos do sultão egipcio al-Ashraf Jalil, ele imediatamente exigiu a cabeça dos assassinos. Pega em meio a uma diputa pela sucessão do trono de Jerusalém, Acre disse não ao sultanato. Em abril de 1291, a cidade acordou cercada por mais de 200 mil soldados muçulmanos. A cristandade correu em socorro de um de seus pontos mais estratégicos na Terra Santa. Cavaleiros hospitalários, teutônicos e templários, somados a tropas inglesas e italianas, partiram para defender o porto de Acre. Em 18 de Maio, as forças turcas e egipcias tomaram oficialmente a cidade. Caía o último bastião dos europeus.


O fracasso e o legado das cruzadas

A queda de Acre em 1291, marcou o fim das Cruzadas. Deste modo terminavam as Cruzadas no oriente. Alguns grupos ainda partiram para, mas nunca mais se gerou entusiasmo nem foram preparadas grandes expedições. Rapidamente os poucos territórios que restavam seriam reconquistados pelos muçulmanos. Diversas razões contribuíram para o fracasso das Cruzadas, entre elas: os europeus eram minoria, em meio a uma população geralmente hostil; a opressão à população nativa fez com que o domínio fosse cada vez mais difícil; as diversas lutas entre os próprios cristãos contribuíram para enfraquecê-los enormemente. Todas, exceto a pacífica sexta Cruzada (1228-1229), foram prejudicadas pela cobiça e brutalidade; judeus e cristãos na Europa foram massacrados por turbas armadas em seu caminho para a Terra Santa. O papado era incapaz de controlar as imensas forças à sua disposição. No entanto, os cruzados atraíram líderes como Ricardo I e Luís IX, afetaram enormemente a cavalaria européia e, durante séculos, sua literatura. Enquanto aprofundavam a hostilidade entre o cristianismo e o islã, as Cruzadas também estimularam os contatos econômicos e culturais para benefício permanente da civilização européia. O comércio entre a Europa e a Ásia Menor aumentou consideravelmente e a Europa conheceu novos produtos, em especial, o açúcar e o algodão. Os contatos culturais que se estabeleceram entre a Europa e o Oriente tiveram um efeito estimulante no conhecimento ocidental e, até certo ponto, prepararam o caminho para o Renascimento.
 
Via Guerras Brasil Escola e Jack Ferrel.

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