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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

0 Este vídeo é a visão mais incrível que eu já tive da Terra


Esta semana a NASA publicou um vídeo sobrevoando a Terra, em time-lapse, filmado da Estação Espacial Internacional. Incrível, mas um pouco estranho — até agora. Alguém interpolou os frames originais para criar um filme extremamente fluido. Confira.


Provavelmente ele fez a mágica usando o Twixtor, e o resultado criado roda a 30 frames por segundo. Dê uma olhada nas tempestades de raio. De outro mundo, com o perdão do trocadilho.


Via NASA e Gizmodo
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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

0 Novo foguete da NASA é herança dos ônibus espaciais

O SLS será basicamente um sistema de propulsão dos ônibus espaciais remontado em uma configuração diferente. [Imagem: NASA]

Sistema de lançamento espacial


A NASA apresentou seu mais novo projeto de foguete, substituindo o Ares V, que foi aposentado ainda na prancheta.

Será o maior foguete da agência espacial norte-americana desde o Saturno V, que impulsionou a missão Apollo até a Lua.

Chamado SLS (Space Launch System : sistema de lançamento espacial), o novo foguete será responsável por colocar em órbita a nave Órion, uma cápsula Apollo reestilizada e que começou a ser construída há poucos dias.

A NASA não tem hoje um nem um foguete e nem uma nave capazes de levar astronautas para o espaço.

Está decidida a produção apenas do modelo menor do SLS (à esquerda), embora a NASA não tenha anunciado o orçamento do projeto. [Imagem: NASA]
Recauchutado


Não há nenhuma novidade técnica no projeto. O SLS será basicamente um sistema de propulsão dos ônibus espaciais remontado em uma configuração diferente.

O SLS usará motores RS-25D/E - os mesmos motores dos ônibus espaciais - alimentados por hidrogênio e oxigênio líquidos.

Ao seu núcleo central serão adicionados dois motores de combustível sólido, igualmente os mesmos que equipavam os ônibus espaciais.

Nessa versão inicial, ele será capaz de levar 70 toneladas.

No futuro, o projeto inclui um upgrade para 130 toneladas, com a adição de um segundo estágio com o motor J2X, este sim, inédito, mas ainda em desenvolvimento.

Para não passar totalmente em branco, o SLS usará a cápsula de escape dos astronautas, chamada MLAS, que poderá ser usada em caso de problemas no foguete.

Via iT
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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

0 NASA quer proteger locais de pouso da Apollo

A NASA quer sugerir "zonas de exclusão aérea" na Lua, para evitar que naves privadas atinjam ou joguem poeira sobre as relíquias da missão Apollo. [Imagem: NASA/Goddard Space Flight Center/Arizona State University]
História do homem na Lua


A NASA manifestou preocupação com a manutenção dos "sítios históricos da era de ouro da exploração espacial".

A agência está terminando de elaborar uma série de recomendações para sondas, naves e futuros astronautas, destinadas a preservar o valor histórico das primeiras pegadas humanas na Lua.

A preocupação nasceu com o número crescente de equipes inscritas no Google Lunar X Prize, uma competição que oferece prêmios no total de US$ 30 milhões para equipes privadas capazes de realizar uma missão lunar robótica.

Exploradores privados

Não parece ser um disparate: além do próprio prêmio a que concorrem, a primeira foto dos locais de pouso na Lua poderá render outros milhões às equipes.

Sem contar que podem surgir aqueles mais audazes, que queiram analisar os artefatos mais de perto.

Recentemente, a sonda LRO, da própria NASA, fez as primeiras fotos dos locais de pouso, a partir da órbita lunar.

Das 33 equipes inscritas no desafio, cinco já desistiram, mas 28 continuam firmes no propósito de angariar os milhões e possíveis contratos com as agências espaciais nacionais.

Zona de exclusão aérea na Lua

As recomendações deverão sugerir "zonas de exclusão aérea" lunares, para evitar que os jatos dos foguetes atinjam ou joguem poeira sobre as relíquias da missão Apolo.

Outra recomendação propõe que os sobrevoos sejam feitos tangencialmente aos locais de pouso e aos artefatos, para evitar qualquer acidente.

Embora nenhuma equipe que sonhe em se transformar em uma empresa aeroespacial vá querer desagradar a NASA - o maior cliente em potencial - as recomendações serão realmente apenas recomendações.

Segundo o Tratado do Espaço Exterior, de 1967, a superfície lunar não tem proprietários.

Via iT
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domingo, 4 de setembro de 2011

0 10 satélites em construção ao longo dos tempos


Você está com fome de satélites? Agradece aos céus por eles permanecerem em órbita, em vez de despencarem na Terra em uma bola de fogo? Ora, satélites bem-feitos precisam antes ser, bem… feitos. E esta galeria da Oobject mostra esta incrível coleção de doze grandes satélites em estágio de construção.


Se esta galeria ainda não for o bastante para matar sua fome de satélites, confira estes satélites da União Soviética, ou veja se você entraria em uma destas claustrofóbicas cápsulas espaciais – afinal, satélites não ficam em órbita para sempre…

 Limpeza do telescópio espacial Herschel – que encontrou partículas de oxigênio no espaço – depois de desencaixotado, no Centre Spatial Guyanais

Telescópio espacial Hubble desmontado no NASA Goddard Center


Satélite de telecomunicações W3B da Eutelsat, sendo levado para a sala de limpeza; em órbita, descobriram que ele estava vazando combustível, então ele foi guiado de volta à Terra para se destruir na atmosfera



 Coifa do foguete espacial Jupiter-C na Casa Branca, com o presidente americano Dwight Eisenhower



Sonda Curiosity da nave Mars Science Laboratory, preparando-se no Jet Propulsion Laboratory antes de explorar Marte


Observatório solar avançado da NASA no centro de voo Astrotech


Carregamento de combustível propelente para satélite


Satélite Orbiting Carbon Observatory está encapsulado na ponta deste foguete; ele serviria para observar emissões de dióxido de carbono na Terra a partir do espaço, mas o lançamento do foguete deu errado e o satélite foi para o espaço, mas voltou e caiu no oceano


Satélite SORCE em sala de limpeza; ele mede a quantidade de raios solares ultravioleta, visíveis, quase-infravermelho e raio-X que o Sol emite à Terra


Satélite Sputnik 1, primeiro satélite artificial a entrar em órbita, em sala de montagem em 1957


Via Oobject
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domingo, 15 de maio de 2011

0 NASA seleciona futuras missões e tecnologias espaciais

"Missões como estas prometem aumentar consideravelmente o nosso conhecimento, ampliar o nosso alcance no Sistema Solar e inspirar as futuras gerações de exploradores." [Imagem: NASA]

A NASA anunciou a seleção dos três finalistas para uma futura missão espacial e três tecnologias que deverão ser aprimoradas para utilização em missões ainda a serem planejadas.


Entre as quase missões estão um laboratório para estudar o interior de Marte, um estudo de um mar extraterrestre em uma das luas de Saturno, e um estudo com um nível de detalhamento sem precedentes do núcleo de um cometa.

Candidatos a missão

Dentre estas três, a NASA deverá selecionar pelo menos uma para lançamento a partir de 2016.


No ano passado, a Agência Espacial Europeia também anunciou suas missões científicas futuras.

Cada equipe vai receber US$ 3 milhões para executar a fase de conceito de sua missão, quando são feitos os estudos preliminares de execução e viabilidade técnica e científica.

Depois de uma revisão detalhada dos estudos preliminares, a ser feita em 2012, a NASA irá selecionar uma, que avançará para a fase de desenvolvimento, até o lançamento. A missão selecionada terá um teto de gastos de US$ 425 milhões, não incluindo o foguete de lançamento.

"Missões como estas prometem aumentar consideravelmente o nosso conhecimento, ampliar o nosso alcance no Sistema Solar e inspirar as futuras gerações de exploradores," afirmou o administrador da Nasa, Charles Bolden.

Instrumentos de rádio com capacidade de usar o efeito Doppler vão acompanhar pequenas variações no "balanço" do planeta, obtendo informações sobre o tamanho e a natureza do seu núcleo. [Imagem: NASA/JPL-Caltech]

Estação de Monitoramento Geofísico (GEMS)

Pretende estudar a estrutura e a composição do interior de Marte e melhorar a compreensão da formação e evolução dos planetas terrestres.


A sonda, que pousará na superfície de Marte, levaria três experimentos.

Um sismógrafo, para medir os terremotos marcianos e obter informações sobre os materiais presentes no interior do planeta, da crosta ao núcleo.

Uma sonda térmica, penetrando abaixo da superfície, para monitorar o fluxo de calor do interior do planeta.

Instrumentos de rádio com capacidade de usar o efeito Doppler para acompanhar pequenas variações no "balanço" do planeta, o que poderá fornecer informações sobre o tamanho e a natureza do seu núcleo.

Compreender mais sobre o interior de um outro planeta permitirá fazer comparações com o que se sabe sobre o interior da Terra.

Esta seria a primeira exploração direta de um ambiente marinho fora da Terra - um mar de metano. [Imagem: NASA]
Titan Mare Explorer (TiME)

Esta seria a primeira exploração direta de um ambiente marinho fora da Terra.


A sonda deverá descer e flutuar sobre um mar de metano e etano presente no círculo polar norte da lua de Saturno, Titã.

Em 2005, a sonda Huygens aterrissou em Titã, mas em um local seco.

A Agência Espacial Europeia também já considerou a possibilidade de enviar uma missão para explorar os prováveis oceanos de Titã, mas a proposta atualmente não está na linha de preparação da ESA para uma futura missão.

São planejados dois saltos, o que permitiria o estudo de três pontos distintos da superfície do cometa. [Imagem: Univ.Maryland/Lockheed]

Comet Hopper

O Comet Hopper, saltador no cometa, em tradução livre, pretende estudar a evolução de um cometa pousando sobre ele várias vezes e observando as suas mudanças à medida que interage com o Sol.


A sonda deverá levar pelo menos seis instrumentos científicos, herdando muito do conhecido da Stardust, posteriormente rebatizada para Epoxi, que explorou dois cometas.

São planejados dois saltos, o que permitiria o estudo de três pontos distintos da superfície do cometa.

Propostas de desenvolvimento de tecnologias

As três propostas de desenvolvimento de tecnologias selecionadas têm três objetivos distintos: catalogar e estudar objetos próximos da Terra, estudar a composição dos cometas e validar um novo método para revelar a população de objetos em uma parte muito distante do Sistema Solar.


Durante os próximos anos, as equipes selecionadas receberão financiamento para levar suas tecnologias a um maior nível de prontidão. Mas deverão passar por futuras competições para que possam embarcar a bordo de uma missão.

O observatório NEOCam vai estudar a origem e a evolução dos objetos próximos à Terra (NEO: Near-Earth Objects). [Imagem: Amy Mainzer]

NEOCam

O objetivo é desenvolver um telescópio espacial para estudar a origem e a evolução dos objetos próximos à Terra (NEO: Near-Earth Objects), os pequenos asteroides que frequentemente nos assustam com a possibilidade um impacto.


Obviamente, as observações dariam informações muito mais precisas do que as disponíveis hoje sobre os riscos dos asteroides se chocarem com a Terra.

Os estudos pretendem gerar um catálogo de objetos e medições precisas de infravermelho para proporcionar uma melhor compreensão dos pequenos corpos que cruzam a órbita do nosso planeta.

O NEOCam seria posicionado em um local cerca de quatro vezes a distância entre a Terra e a Lua, o que lhe daria uma visão privilegiada de tudo o que se aproximar do sistema Terra-Lua.

Para descobrir um maior número dos pequenos e distantes corpos celestes, os projetistas planejam monitorar a luz de 140.000 estrelas ao longo de quatro anos. [Imagem: Charles Alcock]

Whipple

O objetivo é validar uma técnica chamada de "ocultação cega", que poderá levar à descoberta de vários corpos celestes na parte externa do Sistema Solar.


A técnica lembra ligeiramente o chamado "trânsito planetário", usado para descobrir exoplanetas quando estes orbitam à frente da sua estrela em relação à Terra.

Para descobrir um maior número dos pequenos e distantes corpos celestes, os projetistas planejam monitorar a luz de 140.000 estrelas ao longo de quatro anos.

Hoje sabe-se muito pouco sobre o chamado Cinturão de Kuiper e suas adjacências, bem como da Nuvem de Oort, nos confins do Sistema Solar.

Primitive Material Explorer (PriME)

O Explorador de Material Primitivo usará um espectrômetro de massa para fazer medições altamente precisas da composição química de um cometa e estudar o papel que esses objetos representam na "distribuição" de componentes voláteis pelo Sistema Solar, incluindo a Terra.


Como não se conhece a origem da água em nosso planeta, muitos cientistas especulam que ela possa ter sido trazida por corpos celestes que caíram sobre a Terra no passado.

Via iT
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quinta-feira, 5 de maio de 2011

0 Frota de robôs espaciais para exploração planetária

Cientista defende a construção de uma frota de robôs-cientistas, que pode aumentar em número e em qualidade conforme for necessário. [Imagem: Caltech/ESA/NASA/JPL]

Exploração planetária

Em 2009, o professor Wolfgang Fink propunha que uma frota integrada de robôs espaciais autônomos seria uma abordagem mais eficaz para explorar outros mundos do que os robôs espaciais de hoje.


"Nós estamos trocando a abordagem tradicional de uma única nave espacial robótica, sem nenhuma redundância e comandada a partir da Terra, por outra abordagem, que permitirá ter múltiplos robôs descartáveis de baixo custo, capazes de comandarem a si próprios e se comunicar com vários outros robôs em outros locais," dizia então Fink, ao iniciar um programa de desenvolvimento junto à NASA.

Dois anos depois, agora na Universidade do Arizona, o engenheiro está mostrando os primeiros resultados de sua nova abordagem.

A estrutura da frota de robôs em três camadas - superfície, ar e espaço - garante uma intercomunicação praticamente instantânea entre os robôs. [Imagem: Wolfgang Fink/Mark A. Tarbell]

Robôs cientistas e operários

O trabalho consiste na construção de uma frota de robôs-cientistas que pode aumentar em número e em qualidade, agregando novas capacidades, com robôs capazes de explorar o clima, a geologia e a biologia, entre outros.


O conceito inclui também robôs-operários, para fazer trabalhos específicos, como construção de abrigos, mineração e até conserto de espaçonaves.

A equipe já desenvolveu o sistema de reconhecimento planetário, incluindo um satélite em órbita, um dirigível robótico, robôs autônomos de superfície e robôs marítimos.

Os robôs marinhos e de superfície, dotados de inteligência e autonomia, teriam a capacidade de selecionar as melhores áreas de exploração para a coleta de amostras e a aquisição de dados em cada área científica de sua atuação.

Os robôs espaciais do professor Fink rodam em uma plataforma Mac Mini. [Imagem: Wolfgang Fink/Mark A. Tarbell]

Robôs na plataforma Mac

A estrutura da frota de robôs em três camadas - superfície, ar e espaço - garante uma intercomunicação praticamente instantânea entre os robôs.


Hoje, são necessárias horas para que um satélite em órbita transmita as ordens recebidas da Terra para o robô na superfície e vice-versa.

Outra novidade dos robôs espaciais do professor Fink é que todos rodam em uma plataforma Mac Mini e são controlados por dispositivos como o iPod e o iPhone.

Via iT
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sexta-feira, 29 de abril de 2011

0 Endeavour levará ao espaço um caçador de anti-universo

AMS-02 - Espectrômetro Magnético Alfa, um detector de partículas cósmicas cujo principal objetivo é encontrar indícios da antimatéria.[Imagem: MIT]

Quando o ônibus espacial Endeavour decolar para sua última viagem, ele estará levando ao espaço um dos experimentos científicos mais esperados de todos os tempos.


O Espectrômetro Magnético Alfa - ou AMS (Alpha Magnetic Spectrometer) vai tentar descobrir se a antimatéria e a matéria escura se escondem perto da Terra.

O observatório vai verificar sistematicamente os raios cósmicos em busca do anti-universo, um universo formado por antimatéria, antimatéria que deveria ter sido criada pelo Big Bang na mesma proporção que a matéria ordinária.

Detector de antimatéria

Com nada menos do que 16 nacionalidades, o detector de antimatéria chama-se na verdade AMS-02 - o que indica que este é o segundo de sua espécie.

Já em 1998, o AMS-01, que foi embarcado na última viagem do ônibus espacial Discovery à estação russa Mir, fornecia em apenas nove dias uma porção de dados sobre as partículas que constituem os raios cósmicos, que bombardeiam constantemente a Terra vindo do espaço interestelar.

O objetivo na época era mostrar principalmente que o aparelho era capaz de resistir às difíceis condições do lançamento e da viagem no espaço.

O AMS-02 deve operar dez anos ou mais. Os cientistas o chamam de "Telescópio Hubble dos raios cósmicos".

Para detectar esses raios, oriundos do Sol, mas também de estrelas próximas ou de explosões de supernovas das profundezas do Universo, precisamos nos livrar do filtro constituído pela atmosfera terrestre. A 300 quilômetros da terra firme, a Estação Espacial Internacional, que gira mais de 15 vezes em torno da Terra em 24 horas, é o ponto ideal de instalação.

O coração do AMS é um grande ímã cilíndrico, com um furo no seu centro, uma espécie de donut gigante, que será usado para separar as partículas de raios cósmicos pela sua carga elétrica. Uma série de sensores ligados a mais de 600 computadores de bordo fará a análise dos dados.

Antipartículas

"Vamos poder fazer um mapeamento completo da radiação da Terra: composição química, variações temporais, variações espaciais... em 100 anos que conhecemos os raios cósmicos, esta é a primeira vez que teremos tantos dados sobre o fenômeno," entusiasma-se Martin Pohl, membro da direção do projeto AMS-02 e responsável da área de física da Universidade de Genebra, na Suíça, que desempenhou um papel central na concepção e na construção do detector de trajetórias de partículas.


Além das partículas-padrão, o espectrômetro deve também capturar antiprótons e pósitrons, os componentes básicos da antimatéria.

O AMS-01 já havia encontrado esses componentes, mas em quantidades tão pequenas que podiam muito bem ter sido gerados ao longo dos 13 bilhões de anos da história do Universo, por meio da colisão de partículas. Neste caso, eles não têm praticamente nenhuma chance de se unir para formar átomos.

O Espectrômetro Magnético Alfa instalado no compartimento de carga do ônibus espacial Endeavour. [Imagem: Michele Famiglietti/AMS-02 Collaboration]

Antiestrelas

No entanto, o que interessa aos físicos é a antimatéria original, a do início dos tempos. E normalmente ela deve ser encontrada na forma de átomos, pelo menos um dos dois elementos químicos mais simples: o hidrogênio e o hélio.


"O AMS-01 não encontrou nenhum anti-hélio em um milhão de átomos. Se o AMS-02 não encontrar nada em um bilhão, teremos que parar nossa busca," explica Martin Pohl. "Mas se a gente achar alguma coisa, isto significa que há pequenos bolsões de antimatéria que sobreviveram ao Big Bang".

E se, além disso, os detectores descobrirem átomos mais pesados, como o do anticarbono, e sabendo que esses itens só podem ser forjados no centro das estrelas, isso significaria que existem, em algum lugar, antiestrelas. Uma hipótese que o físico acha "ainda mais fascinante ... e muito mais improvável".

Mais forte do que o LHC

Quanto à matéria escura, se o componente de base dela for uma partícula, o AMS-02 vai acabar encontrando-a. Eventualmente junto com outras esquisitices, como estados ainda desconhecidos da matéria.


Na verdade, este espectrômetro espacial é perfeitamente complementar ao LHC, o enorme acelerador de partículas do CERN (Centro Europeu de Pesquisa Nuclear).

No Grande Colisor de Hádrons, são recriadas partículas - no espaço elas são observadas em seu ambiente natural. Com a vantagem notável de que, no espaço, as partículas atingem energias ainda fora do alcance do maior acelerador construído na Terra.

O CERN está, portanto, profundamente associado ao projeto. Ele realizou os testes dos detectores do AMS-02 e irá processar os dados transmitidos do espaço enquanto espera acolher, em um novo edifício, o centro de controle do experimento.

Dedos cruzados

Tudo isso, é claro, desde que dê tudo certo com o lançamento e a acoplagem na Estação Espacial Internacional, onde o AMS-02 ficará instalado, como se fosse mais um módulo.


O AMS-02 faz parte da carga do ônibus espacial Endeavour, que fará seu último voo na tarde desta sexta-feira.

Enquanto o Discovery já está a caminho do museu, só fica faltando no programa uma missão do Atlantis. Depois disso, na pendência das futuras naves americanas, só as naves russas Soyuz continuarão servindo de táxi para os passageiros da Estação Espacial.

As cargas, por sua vez poderão ser levadas pelas naves automáticas europeia e japonesa.


Concepção artística do AMS já instalado na Estação Espacial Internacional. [Imagem: NASA]
 Antimatéria

A antimatéria é a matéria com carga elétrica invertida.


Os átomos são feitos de prótons (+) e elétrons (-), enquanto os antiátomos são feitos de antiprótons (-) e de elétrons positivos ou pósitrons (+).

Colocadas na presença uma da outra, uma partícula e sua antipartícula se aniquilam, gerando alta energia.

Big Bang

O Big Bang, ao contrário, foi a criação gigantesca de matéria da energia, que produziu quantidades iguais de matéria e antimatéria.


Mas essas partículas não se aniquilaram todas mutuamente (caso contrário, nada existiria) e a antimatéria parece ter desaparecido quase por completo, antes mesmo de ter tempo de se organizar em átomos.

O mecanismo pelo qual a natureza tenha manifestado essa "preferência pela matéria" permanece desconhecido.

Matéria escura

Ao observar as galáxias, vemos que elas giram bem mais rápido do que deveriam de acordo com a massa visível e as leis da gravidade.


Parte da massa delas é formada por algo que não reflete a luz. Trata-se mais provavelmente de partículas ainda desconhecidas.

Hoje estima-se que a matéria visível só forma cerca de 4% da massa do universo. O resto é matéria e energia escura.

Energia escura

É a força que faz que, ao invés de frear, o movimento do Universo se acelere.


É uma espécie de antigravidade, sobre a qual a ciência ainda não tem nenhuma teoria convincente.

No entanto, ela não pertence às áreas de pesquisa do AMS 02.

Via iT
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sábado, 5 de março de 2011

0 KAMOV KA-50/ KA-52 BLACK SHARK. O tubarão negro


O estranho helicóptero Kamov Ka-50 Black Shark, ou “Hokun”, como é conhecido na OTAN, causou muita preocupação no fim da época de guerra fria, quando se ouvia boatos sobre um novo helicóptero se ataque soviético. Na verdade, naquela época o poderoso Ka-50 era um protótipo que concorria com o Mil Mi 28 Havoc para um lugar no exercito soviético, e o temor que havia sobre esse novo helicóptero, não foi exagero. O Ka-50 é um potentíssimo helicóptero com duas hélices sobre postas que giram em sentido oposto para eliminar o torque, comum nesse tipo de aeronave, e com isso se conseguir uma aeronave mais silenciosa, e ao mesmo tempo muito potente.

Este Hokun está pintado com um esquema de camuflagem para uso em ambientes desérticos. Nesse esquema de cores, se estranha um pouco pois este helicoptero sempre se apresnta com a cor negra

A velocidade, máxima, atingida, é de 340 km/h, por tanto, mais rápida que seu similar americano, o Apache. Essa ótima velocidade é conseguida graças a dois motores Klimov TV-3-117 VK com um rendimento de 2200 hp, o que também representa uma superioridade em força de empuxo de 504 hp a mais que no seu rival americano, Apache. A agilidade do Ka-50 pode ser traduzida, também, na capacidade de puxar 3,5 Gs, em manobra e de uma taxa de subida de 10 m/seg.

 O KA-50 é um dos mais potente helicopteros de ataque do mundo nos dias de hoje. Sua agilidade e forte armamento, lhe permite interditar o campo de batalha para as forças inimigas

O Ka-50 é monoposto, e a sua versão Ka-52 Alligator é biposto com a tripulação colocada lado a lado. As hélices, são ejetáveis, para permitir que os pilotos também ejetem, sendo, que o Ka-50/52, são os únicos helicópteros com a capacidade de ejeção dos pilotos, em operação hoje. O grau de resistência a danos é elevado, e houve um caso em que uma aeronave conseguiu voltar para a base depois de perder a cauda o que é impressionante. Um helicóptero com o rotor tradicional teria caído nessa circunstancia. A blindagem do helicóptero, é totalmente blindado contra munição calibre .50, ou 12,7 mm, além de que na “banheira”, onde o piloto fica, a blindagem segura projéteis de 23 mm.

Aqui nós temos uma imagem do KA-52 Alligator onde podemos ver a disposição dos assentos lado a lado. Nesta versão o forte armamento foi preservado

O Ka-50 está operacional no exército russo desde 1995, e foi usado na Chechênia com total sucesso, sendo que era possível lançar foguetes, com precisão, no dobro de distancia que se conseguia com os antigos Mil Mi 24 Hind. Existe uma versão de ataque noturno conhecido como Ka 50 N, que usa o sistema de imagem térmica Samshit 50 T, designador laser de alvos, com alcance de 10 km, e sistema de TV para acoplamentos de alvos de dia. Esse sistema aumenta em muito a letalidade do Ka-50. Além desses aviônicos é possível transporta em um dos pilones das semi-asas um radar de microondas. Recentemente, foi apresentada numa grande concorrência para equipar o exército turco com um novo e moderno helicóptero de ataque, uma versão feita conjuntamente com as industrias de Israel, conhecida com Ka-50-2 Erdogan em que há uma mudança no desenho da cabine disponibilizando um segundo assento em Tandem, como nos helicópteros ocidentais de ataque. As companhias francesas Thonson-CSF e a Sextant Avionique oferecem sistemas para clientes que queiram substituir os sistemas russos por outros ocidentais, para o modelo Ka-52 Alligator, o que é muito interessante para potencializar a exportação para países sem tradição de compra de equipamentos russos.

Uma maquete do helicoptero de ataque KA-50-2 Erdogan que estava sendo oferecido para o exercito turco em uma concorrência internacional. modelo russo foi desclassificado em favor do AH-1Z Zulu Cobra

O armamento usado neste poderoso helicóptero é seguramente, um dos mais pesados, em termos de poder de fogo já construído. O único concorrente, que pode ser usado em uma comparação objetiva é o Boeing AH-64D Apache Longbow. Para começar a descrição deste aspecto do Ka-50, basta dizer, que o piloto está equipado com o mesmo capacete HMD usado nos caças Mig-29 e Su-27 Flanker, para designação de alvos, e este sistema está integrado ao lançamento, pelo Ka-50, de mísseis ar ar R-73 archer, com capacidade de lançamento fora do ângulo de visada do helicóptero. De cara, nenhum helicóptero, no mundo, hoje, é armado com um míssil com essa capacidade para combate ar ar. Com esta arma, o Ka-50, seria um sério problema para qualquer aeronave, mesmo os de asa fixa, a jato, como caças voando baixo. Contra tanques de guerra, o armamento principal é o míssil AT-16 Vihr, que além de ser um míssil supersônico, possui um excelente alcance de 8 a 10 Km. Este míssil usa uma ogiva de dois estágios moldada, perfurante de blindagem com capacidade de penetrar 1000 mm de aço. A guiagem inicial é feira por rádio controle, sendo que no final, o míssil segue um ponto laser que está iluminando o alvo. Como todos os helicópteros de ataque, o Ka-50 é equipado, também, com casulos lançadores de foguetes não guiados, de diversos calibres. O canhão automático instalado é um potente canhão de 30 mm modelo 2A42, com 460 cartuchos, e uma taxa de tiro regulável pelo piloto, de 300 ou 600 tiros/min. Uma característica negativa é que este canhão não é tão móvel quanto dos outros helicópteros de ataque, tendo sua mobilidade limitada em elevação de +10º e –45º. O alcance efetivo dos projéteis deste canhão é de 3 km. Uma outra arma que é possível transportar, são bombas de 500 kg, uma arma diferenciada, que normalmente não é usada pelos exércitos ocidentais em seus helicópteros de ataque.

Este Hokun decolça em alta velocidade e totalmente carregado de armas. As apresentações do Hokun nas feiras aéreas internacionais são sempre impressionates

Como se pode ver, o helicóptero Ka-50/52 são uma alternativa poderosa, para países que necessitem possuir um helicóptero de ataque pesado, e não queiram estar à mercê de restrições de exportação de produtos militares por nações como os Estados Unidos, que não são confiáveis fornecedores de armas, como se pode verificar nos exemplos de nosso vizinho a Venezuela, que tem seus F-16 americanos sem condições de vôo por motivo de discordância políticas com o governo norte americano, ou ainda, seu aliado, a Inglaterra, que está tendo problemas com a transferência de tecnologias avançadas do programa F-35, da qual ela não só ajuda a financiar, como faz parte do projeto JSF.

Visto de frente, o KA-50, impõe o terror de sua face agressiva. No campo de batalha, o inimigo deste helicóptero, não passa de mais um alvo

Ficha Técnica

Velocidade máxima: 340 Km/h
Velocidade de cruzeiro: 310 Km/h
Alcance: 460 km, 1160 Km de transalado
Razão de subida vertical: 600 m/min
Fator de carga: +3.5
Altitude maxima: 5500 m
Armamento: Um canhão 2A42 de 30 mm, 12 mísseis AT-16 Vikhr antitanque, 2 casulos com 20 foguetes de 80 mm, 2 mísseis ar ar R-73 Archer, 2 casulos com um canhão duplo de 23 mm,e bombas de 500 kg.

Um desenho em 3 dimensões do KA-50, com sua camuflagem para ambiente desértico

Veja um video do KA-50:

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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

0 Com transmissão ao vivo, Discovery parte para última missão

Com mais de 100 dias de atraso devido a falhas no sistema de combustível líquido, o ônibus espacial Discovery será lançado na noite desta quinta-feira rumo à Estação Espacial Internacional. Além de uma série de equipamentos que serão levados à ISS, a missão também marca o fim dos voos da nave Discovery.


Batizada de STS-133, a missão foi adiada diversas vezes desde 3 de novembro de 2010, quando a primeira tentativa de lançamento foi suspensa devido a problemas de vazamento no tanque externo de combustível. Novas oportunidades foram programadas, mas com a persistência dos problemas a data do lançamento permaneceu indefinida.
O lançamento do transportador está previsto para ocorrer às 18h50 pelo horário de Brasília e toda a missão será transmitida ao vivo pelo Apolochannel, que retransmite a Nasa-TV.

Objetivos

Essa será a 39º viagem do Discovery e a 13º com destino à Estação Espacial Internacional, ISS. A bordo, a tripulação é composta por seis astronautas que permanecerão 11 dias no espaço com o objetivo principal de entregar à ISS o Módulo Permanente Multiuso (PMM), que permitirá aos astronautas realizarem experimentos de física de fluidos, biologia e biotecnologia.
A missão STS-133 também deverá levar á ISS uma série de peças de reposição consideradas críticas, além de transportar uma nova plataforma - Express ELC4 - que permitirá prender equipamentos experimentais de grande porte do lado externo do complexo orbital.


Além dos seis tripulantes, a missão STS-133 leva de carona um sétimo passageiro que promete atrair todos os olhares. Trata-se do Robonauta R2, o primeiro robô humanoide a entrar para a era espacial. Robonauta viajará dentro do módulo PMM, acondicionado cuidadosamente no módulo de carga do transportador.

Passeios Espaciais

Durante o tempo em que estiverem no espaço, os astronautas farão duas atividades extraveiculares, programadas para acontecer no quinto e sétimo dia de voo. Ambas serão realizadas pelos astronautas Alvin Drew, de 48 anos e veterano da missão STS-118 e Steve Bowen, de 46 anos, participante das missões STS-126 e STS-132. Bowen foi selecionado para substituir o astronauta Tim Kopra, ferido em um acidente de bicicleta.
No primeiro passeio, Drew e Bowen instalarão um cabo de extensão elétrica entre os módulos Unity e Tranquility, com o objetivo de prover uma segunda linha de alimentação no caso de falhas. Também será feita a mudança da bomba de amônia defeituosa, substituída em agosto de 2010 e mantida presa provisoriamente junto à escotilha do módulo Quest.
Também será instalado um mecanismo em um das câmeras externas, que permitirá movê-la em diversas direções durante trabalhos futuros de reparos.


No segundo passeio, Drew removerá o isolamento térmico de uma das plataformas, enquanto Bowen removerá uma abraçadeira do módulo Columbus. Em seguida instalará um suporte de câmera no braço robótico Dextre e substituirá dissipadores térmicos instalados nos módulos eletrônicos do braço.
Para completar o passeio, os astronautas "preencherão com espaço" uma garrafa especial, feita por estudantes japoneses. A garrafa será então retornada à Terra e ficará em exposição em um museu no Japão.

LDIR

Além dos módulos e componentes, o Discovery também transporta o módulo LDIR (Laser Dragoneye Imaging Detection and Ranging), um sistema de navegação de última geração operado por laser, que guiará a futura nave de carga Dragon durante a aproximação da Estação Espacial.
A Dragon é uma nave reutilizável e pertence à empresa SpaceX, que ganhou o contrato para 12 voos de transporte até a ISS entre 2012 e 2015. Após cada missão a nave retornará à Terra de paraquedas, caindo no oceano Pacífico.

Robonauta 2

Robonauta 2 foi construído com o objetivo de auxiliar nas tarefas externas da Estação Espacial, especialmente naquelas que envolvem maior risco aos astronautas ou na instalação dos experimentos nos módulos externos da Estação.


Apesar de estar em fase de desenvolvimento, não há planos da Nasa para trazer Robonauta 2 de volta à Terra, devendo ser o único morador permanente do complexo orbital. Antes de iniciar as operações, R2 precisará ser desembalado e montado, o que levará alguns meses. Quando estiver em funcionamento, Robonauta deverá operar dentro do módulo-laboratório Destiny.

Discovery

O Discovery fez sua primeira missão espacial há 26 anos é o mais antigo ônibus da frota atual da Nasa, ao lado do Endeavour e do Atlantis. Até o final do ano todos estarão fora de circulação. A partir de 2012, as viagens até a Estação Espacial Internacional deverão ficar inicialmente nas mãos dos russos.
O ônibus espacial Atlantis encerrou sua participação em maio de 2010 depois de 25 anos de trabalho. Já o Endeavour ainda realizará mais uma missão, a STS-134.
O voo da missão STS-133 será o último do ônibus Discovery. A nave foi construída entre 1979 e 1983 e desde que foi lançado em 1984, orbitou a Terra por mais de 5500 vezes, percorrendo mais de 230 milhões de quilômetros durante os 351 dias e 17 horas que permaneceu no espaço.

Via Apolo11
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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

0 Brasil prepara lançamento foguete em parceria com Ucrânia

Este é um foguete não muito grande nem muito caro, e a família Cyclone, existente desde 1969, tem um histórico de poucas falhas.[Imagem: BBC]

O Brasil prepara, para 2012, um feito inédito em seu programa espacial: pela primeira vez, irá colocar no espaço, a partir do seu próprio solo, um foguete com um satélite a bordo.

Trata-se do Cyclone-4, foguete de fabricação ucraniana que deverá ser lançado no ano que vem da base de Alcântara (MA), em uma parceria que começou a ser orquestrada em 2003.

Pelo acordo, o Brasil entra com a base, e a Ucrânia, com a tecnologia do foguete.

Status espacial

Um lançamento bem-sucedido pode elevar o status dos dois países no cenário espacial global. No entanto, um dos dilemas do programa é quanto ao uso que o Brasil poderá dar ao Cyclone-4.

Alguns especialistas ouvidos pela BBC Brasil consideram "altamente questionável" sua viabilidade comercial.
Uma questão-chave é a capacidade limitada de carga do Cyclone-4: para a chamada órbita geoestacionária, em que o satélite fica a 36 mil km de altitude e parado em relação a um ponto na superfície da Terra, o foguete só consegue levar uma carga de 1,6 mil quilos, o que é considerado insuficiente para muitos satélites de comunicação.

"O programa foi inicialmente proposto como uma empreitada de cunho comercial, e que deveria se sustentar com a venda dos serviços de lançamentos de satélites. Mas sua evolução não corrobora essa hipótese", disse José Nivaldo Hinckel, coordenador do departamento de mecânica espacial do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

Fontes ligadas à ACS (Alcântara Cyclone Space), a empresa binacional criada pela parceria Brasil-Ucrânia, admitem que será necessário encontrar um "nicho de mercado" para o Cyclone-4, já que muitos satélites públicos e privados não cabem no foguete.

Mas a empresa diz que já está participando de concorrências internacionais e que negocia qual satélite participará do lançamento inicial do foguete.

Embora o lançamento seja feito do Brasil, não há acordo de transferência de tecnologia do foguete. [Imagem: BBC]

Autonomia brasileira

Para Carlos Ganem, presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), o programa com a Ucrânia "inaugura um tempo novo" para o Brasil e permitirá que o país usufrua de sua vantagem geográfica.

Como Alcântara fica próxima à linha do Equador, lançamentos feitos ali permitem o uso eficiente do movimento de rotação da Terra, gastando 30% a menos de combustível no envio de foguetes ao espaço.

Além de serem considerados importantes pelo uso em telecomunicações, os satélites são muito usados para coletar informações sobre clima, navegação, ocupação de solo e monitoramento da região amazônica.

"São essenciais para que o Brasil exerça sua autonomia", opinou Ganem, dizendo que o país ambiciona ter satélites feitos em parceria com Argentina e África do Sul, que possam ser lançados de Alcântara.

Para Hinckel, do INPE, porém, "é difícil justificar um programa espacial autônomo (como o do Cyclone) sem que o segmento de comunicações geoestacionárias seja contemplado".

Fernando Catalano, professor de engenharia aeronáutica da USP de São Carlos, disse achar importante o desenvolvimento proporcionado à base de Alcântara, mas considera improvável que o lançador traga lucros de curto prazo para o Brasil ou que elimine a dependência do país para lançamentos de satélites.

A versão 4 do Cyclone terá alta precisão e um aumento de 30% na capacidade de carregar combustível. [Imagem: BBC]

Foguete confiável e barato

Do lado brasileiro, a ACS diz que está preparando a parte estrutural de Alcântara para o lançamento do Cyclone-4.

Já do lado da Ucrânia, 16 empresas estão contribuindo para a construção do foguete, na cidade de Dnipropetrovsk (centro-leste do país). Segundo os projetistas, essa versão do Cyclone terá alta precisão e um aumento de 30% na capacidade de carregar combustível. O artefato terá vida útil estimada de entre 15 e 20 anos.

Para Ganem, trata-se de "um lançador confiável, da escola soviética".

Para Catalano, é um foguete não muito grande nem muito caro, e a família Cyclone, existente desde 1969, tem um histórico bem-sucedido (em 226 testes de lançamento, houve apenas seis falhas).

Segundo a ACS, outro ponto importante é que não haverá contato humano com o foguete na base. Isso impediria a repetição do ocorrido em 2003, quando uma explosão no VLS (Veículo Lançador de Satélites) resultou na morte de 21 técnicos em Alcântara.

No entanto, Hinckel cita preocupações com o combustível propelente "altamente tóxico" que será usado no lançamento. A ACS alega que não haverá manuseio do combustível - que virá da China, via navio -, apenas de seu recipiente.

Projeto da Base de Alcântara, já preparada para os lançamentos dos foguetes Cyclone. [Imagem: BBC]
Transferência de tecnologia
Em aparente mostra da preocupação com a viabilidade comercial do projeto, telegramas diplomáticos divulgados pelo site WikiLeaks apontaram recentemente que a Ucrânia sugeriu aos Estados Unidos que lançassem seus satélites a partir de Alcântara.
Os documentos indicam que os americanos condicionaram seu interesse pela base à não transferência de tecnologia ucraniana de foguetes ao Brasil.
O embaixador ucraniano em Brasília, Ihor Hrushko, disse à BBC Brasil (em entrevista prévia ao vazamento do WikiLeaks) que formalmente não há acordo para a transferência de tecnologia no Cyclone-4, mas sim expectativa de que a parceria bilateral continue "para que trabalhemos em conjunto em outros processos".
Ele disse que transferir tecnologia não é algo de um dia para o outro, "é um processo duradouro, de anos".
Mas ele afirmou que o Brasil é o "sócio mais importante" da Ucrânia no continente - tanto que, em 10 de janeiro, o presidente do país, Viktor Yanukovich, telefonou à presidente Dilma Rousseff para falar sobre a expectativa de criar uma "parceria estratégica" com o Brasil a partir do foguete. Os dois presidentes esperam estar presentes no lançamento do artefato.
A ACS, por sua vez, afirmou que a expectativa de transferência de tecnologia existe, mas ressaltou que não é esse o objetivo do tratado binacional.
Ainda que o intercâmbio tecnológico seja considerado importante para os especialistas consultados pela BBC Brasil, alguns destacam que a não transferência acabou estimulando o desenvolvimento de tecnologias brasileiras.
É o caso do satélite CBERS-3, que será lançado na China em outubro, com o objetivo de monitoramento ambiental e controle da Amazônia: suas câmeras foram produzidas em São Carlos (SP), com tecnologia nacional da empresa Opto.

Via iT
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quarta-feira, 21 de julho de 2010

0 A primeira missão tripulada da SpaceShipTwo, nave voltada para turismo espacial



O dia do primeiro voo solo da SpaceShipTwo - a primeira nave comercial para turismo suborbital - está próximo. Aqui, a tripulação está testando a nave pela primeira vez. Por enquanto ela ainda está anexa à sua nave-mãe, a WhiteKnightTwo - mas esta é uma foto linda. Veja mais fotos no Flickr da Virgin Galactic.


Via Autopia
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sábado, 8 de maio de 2010

0 O ônibus espacial sub-orbital europeu


Seguindo os passos do SpaceShipTwo, a Dassault tem trabalhado em um novo ônibus espacial sub-orbital civil. Sem confundir com esta aqui, a nova aeronave pode ser um veículo de 11 toneladas derivado do lançador de satélites VEHRA.

Renderização artística do VEHRA

Tanto o VEHRA quanto o VSH (nome do novo veículo civil) têm lançamento aéreo e são baseados no X-38 (http://en.wikipedia.org/wiki/X-38), da NASA, cujo formato foi definido pela Dassault Aviation. O VEHRA tem versões mais pesadas, capazes de colocar uma carga de até 7 toneladas em baixa órbita, enquanto o VSH foi projetado apenas para trazer turistas à borda do espaço, voando a Mac 3.5.


Se você não tem dinheiro para este tipo de viagem, não se preocupe. Você tem tempo de sobra para guardar seus rupees, já que o VSH ainda está nos primeiros estágios de desenvolvimento.

Via DassaultFlight Global
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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

0 Nasa lança sonda para estudar o Sol

A Nasa lançou nesta quinta-feira o Observatório de Dinâmica Solar (SDO - Solar Dynamics Observatory), uma sonda espacial destinada a estudar nossa estrela em um nível de profundidade inédito.[Imagem: NASA]

Heliofísica

A Nasa lançou nesta quinta-feira o Observatório de Dinâmica Solar (SDO - Solar Dynamics Observatory), uma sonda espacial destinada a estudar nossa estrela em um nível de profundidade inédito.


Durante os próximos cinco anos, no mínimo, a sonda de R$ 1,5 bilhão (US$ 800 milhões) irá investigar o funcionamento da superfície e da atmosfera solar, além de obter informações importantes sobre seu interior.

Os objetivos da missão vão desde compreender melhor o comportamento e o funcionamento do Sol, até avaliar seu impacto sobre a Terra de forma mais precisa.

Dínamo solar

As câmeras de alta definição da SDO vão fotografar o Sol a cada 0,75 segundos e enviar de volta à Terra 1,5 terabyte de dados por dia.


O objetivo primário da missão é analisar o funcionamento do chamado dínamo solar, uma rede profunda de corrente de plasma que gera o campo magnético solar.

É este dínamo que, em última análise, está por trás de todas as formas de atividade solar, desde explosões na atmosfera do Sol até manchas relativamente frias que percorrem a superfície da estrela durante dias ou até semanas.

Estrela variável

"O SDO é a missão da variabilidade solar", afirmou Lika Guhathakurta, uma das cientistas do programa da Nasa. "Ela irá revolucionar nossa visão do Sol e vai revelar como a atividade solar afeta nosso planeta, além de nos ajudar a antecipar o que vem pela frente".


"A sonda vai observar o Sol mais rapidamente, profundamente e mais detalhadamente do que qualquer outra observação já feita, quebrando as barreiras do tempo, escala e claridade que prejudicavam o progresso na heliofísica, a física solar", acrescentou.

Um Sol muito ativo pode prejudicar o funcionamento de satélites, comunicações e sistemas de fornecimento de energia na Terra - especialmente quando há liberação de partículas energeticamente carregadas em nossa direção.

Clima espacial

Com este projeto, os cientistas vão tentar também melhorar as previsões do "clima espacial".


A sonda está sendo lançada depois de anos de baixa atividade solar, e o SDO deve monitorar a estrela quando ela começar a apresentar uma atividade maior.

"O Sol tem estado dramaticamente inativo", afirmou Richard Harrison, um dos pesquisadores do programa SDO do Laboratório Rutherford Appleton, na Grã-Bretanha.

"Os últimos dois anos registraram mais de 250 dias sem nenhuma mancha solar. Acreditamos que isto vai acabar; todos os sinais estão lá. Estamos vendo novas regiões ativas (...). Estamos vendo as primeiras grandes explosões solares", disse.

Via iT.
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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

0 Um video tour pela Estação Espacial Internacional


Se você é viciado em espaço, talvez não veja nada de muito interessante nesse video tour da Estação Espacial Internacional. Mas é bem legal conferir como ela é por dentro.

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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

0 NASA transmitirá ao vivo do interior dos laboratórios da Estação Espacial

Bagunça espacial

Quem costuma acompanhar a NASA TV está acostumado com as imagens dos astronautas trabalhando no interior da Estação Espacial Internacional.


Na verdade, está acostumado sempre com a mesma visão, de uma sala totalmente bagunçada, onde os astronautas comunicam-se com o controle em terra e controlam a própria ISS.

Mas, a partir desta segunda-feira, 1º de Fevereiro, a NASA passará a transmitir imagens também do interior dos diversos laboratórios da Estação, ao vivo, enquanto os astronautas estiverem trabalhando em experimentos científicos.

Perda de sinal

As transmissões de TV a partir da Estação estarão disponíveis quando o complexo estiver em contato direto com o solo, através de sua antena de comunicações de alta velocidade.


Durante os períodos de "perda de sinal", os telespectadores pela Internet verão apenas um padrão de teste.

Quando os ônibus espaciais estiverem atracados à Estação, a transmissão irá incluir áudio e vídeo também dessas atividades.

Moradores espaciais

A Estação Espacial Internacional é uma parceria única entre as agências espaciais dos Estados Unidos, Canadá, Europa, Japão e Rússia. A construção começou em 1998 e deverá ser concluída em 2010 - veja Começa a contagem regressiva final para os ônibus espaciais.


Vinte e duas tripulações já ocuparam a Estação desde 2000, incluindo a atual tripulação de cinco astronautas. Os "moradores" da Estação têm realizado importantes experimentos científicos e coletado dados que ajudarão a apoiar futuras missões.

A NASA TV pode ser acompanhada pela Internet no endereço http://www.nasa.gov/multimedia/nasatv/index.html.

Via iT.
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